top of page

67 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Cinco décadas de antegosto do paraíso

    A lindeza de um casal de velhinhos renovando votos no altar Era uma missa normal de sábado. Cheguei a tempo da confissão. Havia um casal jovem na minha frente, com dois filhos muito pequenos, e dois confessionários abertos (isso me impressionou). A moça entrou em um deles com a menina, e o rapaz entrou no outro com o menino. Pensei: "ainda bem que os bebês ainda não entendem nada". É impossível escapar desses pensamentos sarcásticos, mas acabei me aprumando no fim da missa, felizmente, como irei contar mais adiante. Aliás, pode parecer um contrassenso, mas é muito mais fácil confessar em inglês. Explico. Isso dá uma sensação de distanciamento do padre, da paróquia, da cidade. Você é um estrangeiro que ninguém conhece, pode confessar as maiores vergonhas que nem se sente constrangido. Isso, porém, retira parte do mérito do desgraçado que está confessando, penso eu. Deveria contar pontos em dobro confessar sempre com aquele seu padre conhecidão, que sabe todos os seus podres. E talvez conte em dobro mesmo. Só que, no meu caso, não há nada que eu possa fazer, a não ser me confessar com o padre gringo. É o que tem. Absolved and blessed , levinha e em estado de graça, fui caçar um lugar bom para me sentar (entenda-se: nas primeiras fileiras, e centralizado). A missa era com o padre japonês, que na verdade deve ser nascido na América mesmo, porque tem sotaque normal daqui. Uma gorda se sentou na minha frente e me atrapalhou a visão. Tive um lampejo de pensamento malicioso que logo se esvaiu, porque havia acabado de confessar, e não queria estragar tudo. Aliás, nesse mesmo momento lembrei de outro dia, em que uma outra gorda havia se sentado ao meu lado, com cheiro de Cheetos . Essas coisas me acontecem sempre imediatamente após as confissões, como se Deus me dissesse: "se der mole agora, vai ter que voltar lá no padre e passar vergonha". Deus é muito espirituoso. Tudo transcorreu normalmente a partir daí, sem que eu soubesse que aquela missa reservava algo inesperado para a parte final. Eu havia notado que uma família grande, de várias gerações, se sentara nos dois primeiros bancos, e todos pareciam estar especialmente trajados para alguma ocasião. O padre chamou um casal de velhinhos dessa família para ir até a frente. Um menino que estava com o grupo foi chamado para segurar o livro de leituras. Era uma renovação de votos do casamento daquele casal. Eles tinham mais de 80 anos cada, e estavam comemorando 50 anos de casados. Eles eram muito bonitinhos, ambos com a cabeça branquinha. Ela, com uma saia comprida e um casaquinho dourado. Ele, de blazer, todo pimpão. Filhos, netos e bisnetos, todos na primeira e segunda fileiras. Ele ficava com a mão apoiada nela, quando não se davam as mãos mesmo. Os dois de vez em quando se entreolhavam com carinha de apaixonados. Foi isso aí que me pegou. Eu me lembrei logo de um vídeo que viralizou, de um casal assim no metrô de Nova York. Sem eles saberem que estavam sendo filmados, os dois velhinhos viajavam abraçadinhos e de mãos dadas, com cara de bobos. Pelo menos aquilo serviu pra frear as besteiras que ocupavam minha mente. Logo me veio à cabeça algo mais digno do que a gorda cheirando a queijo. Eu me lembrei daquela música linda da Shania Twain que fala justamente dos casais que perduram:  "they said, 'I bet, they'll never make it', but just look at us holding on, we're still together, still going strong" . Em algum momento, notei que eu estava rindo. Pronto, aquela renovação de votos causou em mim um efeito físico perceptível que nem a absolvição do padre me havia proporcionado. Eu nem era da família, mas eu estava encantada. Os pensamentos pouco caridosos do início da missa se transformaram, e meu coração ficou quentinho. Veio-me à mente aquela frase do Olavo: "quando, um dia, o interesse sexual arrefece, o que vem no lugar dele é de uma doçura tão imensa e indescritível, que já é um antegosto do paraíso".  Eu sei que Olavo sabia do que falava, porque eu mesma presenciei isso na casa dele, em 2018. Enquanto ele dava sua aula, a Roxane ficava sentadinha na poltrona ao lado, assistindo a tudo com carinha de adolescente apaixonada. Chegava a suspirar. De vez em quando, ela se levantava para colocar café na xícara dele, ou para levar-lhe Coca-Cola. E se assentava de novo, com um olhar de doçura do qual eu jamais me esqueci. Eu vi, e eu sei bem o que vi. Aquele olhar dos velhinhos, um para o outro, era exatamente isso. O antegosto do paraíso. Isso é privilégio de poucos. Imagine viver cinco décadas assim. Resgate o jornalismo assinando a Revista Timeline, clique no botão abaixo

  • O tempo é o senhor da razão

    As verdades que se escancaram depois da Covid Um recente artigo publicado no Journal of Infection and Chemoterapy em agosto de 2024 adiciona mais um tijolinho ao que há tempos tem se falado: o maior risco de miocardite e pericardite atinge indivíduos jovens, especialmente do sexo masculino, após as vacinas de mRNA.

  • Do Jūjutsu ao Jiu-jítsu - Parte 1

    Um passeio pela história das artes marciais que deram origem ao Brazilian Jiu-Jítsu Jūjutsu (柔術) é uma palavra japonesa que pode ser traduzida como "arte suave" ou "técnica suave". A pronúncia correta é algo como "dju djutsu", mas, por causa da barreira linguística, a que foi adotada no Ocidente, mais especificamente no Brasil, foi "Jiu-jítsu" e, por isso, adotaremos essa grafia. O termo é composto por dois kanjis (ideogramas japoneses): "Ju" (柔) significa "suave", "flexível" ou "adaptável"; "Jutsu" (術) significa "técnica", "arte" ou "habilidade". A ideia central do Jiu-jítsu é usar a flexibilidade, a suavidade e o redirecionamento da força do oponente, em vez de confrontá-lo com força bruta. Essa luta envolve técnicas como alavancas, torções, imobilizações, arremessos e golpes, permitindo que o praticante neutralize um adversário maior ou mais forte, aproveitando o movimento e a energia do oponente. Historicamente, a primeira vez que o termo Jiu-jítsu apareceu foi no século XVI, durante o período Sengoku (Guerra Civil) no Japão, quando os samurais precisaram desenvolver técnicas eficazes para lidar com situações em que ficavam desarmados no campo de batalha. Como a armadura dos guerreiros limitava movimentos, o Jiu-jítsu se tornou uma ferramenta perfeita para neutralizar o oponente sem depender apenas da força física. Nessa época, praticamente cada clã samurai (o Japão era dividido em clãs altamente estratificados socialmente, e os guerreiros samurais a serviço de seus suseranos estavam no topo da escala) desenvolveu o seu próprio estilo ( ryū ) de Jiu-jítsu. Cada ryū tinha suas próprias técnicas e filosofias, refletindo as necessidades e as condições da época e da região onde foi desenvolvido. Muitas dessas escolas surgiram entre os séculos XV e XIX, período marcado por guerras civis e o domínio dos samurais. Algumas estimativas sugerem que havia mais de 200 estilos de Jiu-jítsu durante o Japão feudal. Como já foi dito, cada clã samurai, província ou mesmo mestre desenvolvia seu próprio conjunto de técnicas, muitas vezes combinando conhecimentos de combate armado e desarmado. Entre as escolas mais famosas de Jiu-jítsu, destacam-se: Tenshin Shōden Katori Shintō-ryū, uma das mais antigas, fundada no século XV, e que incluía tanto combate armado quanto desarmado; Takenouchi-ryū, fundado no século XVI, é um dos ryū mais antigos focados especificamente em Jiu-jítsu, além de técnicas com armas; Yōshin-ryū, uma escola que influenciou diretamente o desenvolvimento do Judo e do Aikidō, conhecida por suas técnicas de imobilização e controle; Kitō-ryū, famoso por suas técnicas de projeção, foi uma das principais influências do Judo criado por Jigoro Kano. Daitō-ryū Aiki-Jūjutsu, que influenciou o desenvolvimento do Aikidō, focado em técnicas de controle e harmonização da energia do adversário. Aqui fazemos uma ressalva para uma escola que era pouco conhecida e que teve grande relevância na formatação da luta de chão (Ne Waza) e que influenciaria diretamente o Brazilian Jiu-Jitsu . A Fusen-ryū tem uma história interessante. "Fusen" significa algo como "imperfeito" ou "incompleto", e reflete uma filosofia de que as artes marciais estão sempre em evolução e que nenhum lutador ou estilo é perfeito. Este conceito é bem diferente do foco tradicional das escolas clássicas de " Jūjutsu ", que geralmente afirmavam ter um conjunto de técnicas "completo". A Fusen-ryū se notabilizou por vencer os combates contra a escola de Jigoro Kano, a Judo Kodokan, literalmente puxando os adversários para a guarda de pernas na luta de chão (Ne Waza) e finalizando-os com chaves de braço e estrangulamentos. Fica claro que cada escola tinha variações específicas de técnicas de luta agarrada, projeções, estrangulamentos e controle das articulações, sempre adaptadas ao uso com ou sem armadura, e dependendo da situação militar ou civil. Como podemos notar, essas tradições foram fundamentais para a evolução das artes marciais no Japão e, em última análise, influenciaram estilos modernos, como o Judo, o Aikidō e o Brazilian Jiu-Jitsu . É óbvio, no entanto, que a história das artes marciais no Japão não começou com o Jiu-jítsu, ela surgiu bem antes do citado período Sengoku (século XVI). Diante disso, muitos leitores podem se perguntar: e a história de o Jiu-jítsu ter vindo da Índia, através da China, para o Japão? É lenda? É mito? É ficção, ou existe algum fundamento? Bom, temos muito o que conversar aqui na Revista Timeline sobre as artes marciais... Até breve.   CARLOS LIBERI – Mestre de Jiu-Jítsu, faixa-coral (sétimo grau); membro do Conselho Diretor da Gracie Barra Flórida, instrutor-chefe da GB Sanford e da GB Campinas. Especialista em história e filosofia das artes marciais pelas Faculdades Integradas de Santo André (FEFISA). Resgate o jornalismo assinando a Revista Timeline, clique no botão abaixo

  • O livro que revela os verdadeiros inimigos de Israel

    KGB, em 1970, difundiu propaganda antiamericana e antijudaica em países muçulmanos, fomentando o terrorismo islâmico contra os EUA e Israel O mais alto oficial de inteligência do bloco soviético a desertar para o Ocidente afirma em um novo livro que o terrorismo islâmico anti-americano teve suas raízes em um plano secreto da KGB na década de 1970 para prejudicar os Estados Unidos e Israel, semeando cuidadosamente propaganda direcionada em países muçulmanos. Yuri Andropov, chefe da KGB por 15 anos antes de se tornar o premier soviético, enviou centenas de agentes e milhares de cópias de literatura de propaganda para países muçulmanos. "Em 1972", de acordo com o livro, "a máquina de desinformação de Andropov estava trabalhando sem parar para persuadir o mundo islâmico de que Israel e os Estados Unidos pretendiam transformar o resto do mundo em um feudo sionista". "Segundo Andropov, o mundo islâmico era uma placa de Petri na qual a comunidade da KGB poderia cultivar uma cepa virulenta de ódio à América, originada da bactéria do pensamento marxista-leninista". Essas alegações vêm do ex-tenente-general romeno Ion Mihail Pacepa e do professor de direito da Universidade do Mississippi, Ronald Rychlak. Em seu livro, intitulado "Desinformação", Pacepa revela os segredos que manteve por décadas como chefe do aparato de espionagem e polícia secreta da Romênia, o DIE, antes de obter asilo político nos EUA em 1978. Andropov iniciou seu comando na KGB apenas meses antes da Guerra dos Seis Dias de 1967 entre árabes e israelenses, na qual Israel humilhou os principais aliados soviéticos, Síria e Egito. E ele decidiu acertar as contas treinando militantes palestinos para sequestrar aviões da El Al e bombardear locais em Jerusalém.Mas o que é mais chocante, Andropov encomendou a primeira tradução para o árabe de "Os Protocolos dos Sábios de Sião", um livro de propaganda forjado russo de 1905 que alegava que os judeus estavam tramando tomar a Europa - e estavam sendo auxiliados pelos Estados Unidos. O livro dos Protocolos, afirma Pacepa, se tornou "a base para grande parte da filosofia antissemita de Hitler". E a KGB, ele escreve, disseminou "milhares de cópias" em países muçulmanos durante a década de 1970. Antes que o presidente Jimmy Carter aprovasse seu pedido de asilo, Pacepa dirigiu os serviços de inteligência da Romênia sob o ditador Nicolae Ceaușescu, que foi sumariamente executado junto com sua esposa em 1989 após um levante popular.Em 1972, Pacepa escreve, sua agência DIE "recebeu da KGB uma tradução para o árabe dos Protocolos dos Sábios de Sião, juntamente com material "documental", também em árabe, "provando" que os Estados Unidos eram um país sionista. "Ele foi "ordenado", acrescenta, "a disseminar 'discretamente' ambos os 'documentos' nos países islâmicos alvos." "Durante meus últimos anos na Romênia", ele recorda, "todo mês a DIE disseminava milhares de cópias em sua esfera de influência islâmica. Nas reuniões que tive com meus colegas dos serviços húngaros e búlgaros, com quem mantive relações especialmente próximas na época, descobri que eles também estavam enviando tais agentes de influência para suas próprias esferas de influência islâmica". A KGB se atribuiu "crédito secreto" por uma série de ataques terroristas contra alvos israelenses nos anos anteriores à saída de Pacepa da Romênia, ele afirma, listando onze incidentes desse tipo. Entre eles estava o ataque ao Aeroporto de Ben Gurion em 30 de maio de 1972, que deixou 22 mortos e 76 feridos; e o bombardeio na Praça Zion, em Jerusalém, em 4 de julho de 1975, no qual 15 perderam a vida e outros 62 ficaram mutilados.Pacepa e Rychlak concluem que grande parte do sentimento anti-americano no Oriente Médio e em outros lugares pode ser rastreado até operações clandestinas soviéticas, nas quais ele mesmo desempenhou um papel importante. As campanhas de desinformação da era Kennedy do premier soviético Nikita Khrushchev "aumentaram a distância entre o cristianismo e o judaísmo", de acordo com os autores. E "a desinformação de Andropov voltou o mundo islâmico contra os Estados Unidos e incendiou o terrorismo internacional que nos ameaça hoje". Artigo originalmente publicado em inglês no jornal britânico Dailymail em 2013. Resgate o jornalismo assinando a Revista Timeline, clique no botão abaixo

  • 8 de Janeiro e Marighella: a face do verdadeiro terrorismo

    O verdadeiro terrorismo nunca foi punido no país Diante da cruel, desumana e inaceitável perseguição que Moraes sob os aplausos do PT e da imprensa brasileira fazem contra as pessoas supostamente envolvidas nos atos de 8 de janeiro de 2023, é preciso relembrar a atividade terrorista, armada e com cooperação Internacional que nunca foi punida como deveria: O Caso de Carlos Marighella. A história de Carlos Marighella, um destacado guerrilheiro terrorista brasileiro, é um fascinante capítulo na compreensão do Brasil durante a década de 1960. Seu nome se tornou sinônimo de "resistência" armada e insurgência contra o regime militar que governou o país por mais de duas décadas. A vida e as atividades de Marighella, com foco especial na cooperação internacional que o apoiou em sua atividade terrorista que será descrito abaixo é a prova cabal que tudo o que Moraes, STF, PT e a imprensa brasileira fazem é nada mais do que perseguição política com cinismos que raiam à barbárie.   Contexto Político e Ideológico

  • Kamala Harris concorda publicamente com manifestante que acusa Israel de genocídio

    Kamala Harris concorda publicamente com manifestante que acusa Israel de genocídio: "O que ele está falando é real" A vice-presidente Harris concordou publicamente com um manifestante esta semana que a interrompeu para acusar Israel de cometer "genocídio". O momento aconteceu durante a campanha da candidata na quinta-feira na Universidade de Wisconsin-Milwaukee, quando um estudante pró-Hamas da UWM começou a gritar enquanto a candidata presidencial democrata falava.

  • Blog de esquerda anuncia indiciamento de Bolsonaro e militares

    Perseguição ao ex-presidente e aliados continua

  • Clima de Guerra Fria entre as Coreias

    Tensão aumenta: Coreia do Norte retalia ativistas sul-coreanos com balões de lixo e fezes em resposta a K-pop e críticas As tensões entre as Coreias aumentam à medida que a ditadura de Kim Jong-un coloca suas unidades de artilharia em alerta máximo prontas para retaliar contra qualquer incursão de drones no espaço aéreo de Pyongyang. O regime comunista norte-coreano, conhecido por suas ações agressivas e postura beligerante, acusou a Coreia do Sul de permitir a invasão de drones em sua capital, provocando uma resposta contundente neste domingo. A mídia estatal da Coreia do Norte, um braço propagandista do regime, relatou que veículos aéreos não tripulados têm sido avistados no espaço aéreo restrito da cidade, localizada próxima à tensa fronteira entre os dois países. O regime rapidamente mobilizou suas forças armadas para lidar com a situação, alertando que as unidades de artilharia receberam ordens diretas para abater qualquer drone que ameace o território. De acordo com a agência estatal KCNA, o porta-voz do Ministério da Defesa norte-coreano advertiu sobre uma "alta probabilidade" de novas incursões de drones, o que poderia levar a confrontos armados. O regime de Kim Jong-un não hesitou em afirmar que está preparado para todos os cenários, incluindo uma potencial escalada militar na península coreana. Kim Yo-jong faz ameaças de retaliação A irmã do ditador, Kim Yo-jong, conhecida por suas declarações histéricas, fez mais uma ameaça direta ao governo sul-coreano. Ela afirmou que os recentes episódios representavam uma provocação e que o Sul seria responsável por qualquer "desastre horrível" que ocorresse. Segundo ela, o exército sul-coreano falhou em identificar os drones, que teriam sido lançados por uma ONG ativista. Essas acusações são uma tática comum da Coreia do Norte, que constantemente cria narrativas de invasões e agressões externas para justificar sua postura militarista e ditatorial. Seul nega as acusações e aponta para ativistas Por sua vez, as autoridades sul-coreanas negaram qualquer envolvimento oficial em uma suposta incursão com drones em Pyongyang. No entanto, cogita-se que ativistas e desertores norte-coreanos possam ter enviado balões carregados de pacotes de ajuda e panfletos críticos ao regime de Kim Jong-un. Esses ativistas, frequentemente alvos de críticas do regime norte-coreano, têm como objetivo expor os abusos dos direitos humanos e a repressão vivida sob a ditadura. Nos últimos meses, a tensão entre os dois países aumentou, com Pyongyang retaliando ativistas sul-coreanos de maneira bizarra, enviando balões com lixo, fezes e cigarros para o Sul, uma resposta às críticas e ao envio de pendrives com músicas de K-pop e notas de dólar. Clima de guerra fria na península coreana As relações entre as Coreias têm se deteriorado significativamente desde o armistício que encerrou a Guerra da Coreia em 1953, sem um tratado de paz formal. Nos últimos anos, o clima de uma "guerra fria" persiste, e as tensões se agravaram novamente após o colapso de um acordo de distensão militar assinado em 2018. O presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, suspendeu o acordo após repetidas provocações norte-coreanas, reforçando que Seul não toleraria mais as ações hostis do regime de Kim. Com a Coreia do Norte reforçando seu arsenal e ameaçando retaliações contra quaisquer incursões, a península coreana parece cada vez mais próxima de um novo ponto de ebulição. Os esforços internacionais para conter o regime de Kim Jong-un têm se mostrado infrutíferos, enquanto o mundo aguarda para ver qual será o próximo movimento do ditador imprevisível. Resgate o jornalismo assinando a Revista Timeline, clique no botão abaixo

  • Contem para todo mundo

    Da Alemanha de Hitler ao Brasil do Lula Fazer um alerta, para que a história não se repetisse... Era esse o meu principal objetivo quando decidi escrever o livro "Cartas de Elise – uma história brasileira sobre o nazismo", que narra os dramas enfrentados pela parte alemã e judia da minha família. Elise era minha bisavó, mãe do meu avô paterno, Ernst, que foi morar no Brasil em 1934. Ele foi o primeiro da família a perceber o risco real que o nazismo representava, e não hesitou em deixar a Alemanha. Sua mãe tentou se enganar por muito tempo, desconsiderou a ameaça, ou achou que não seria atingida, graças às suas condições sociais e financeiras privilegiadas. Quando a perseguição e a segregação aos judeus chegaram até Elise, ela, finalmente, descreveu em carta ao filho já no Brasil o que estava acontecendo. E o que sentia não era exatamente revolta, raiva, era vergonha... Por isso, a carta terminava com um pedido ao filho e à nora: "Não contem para ninguém".

  • Drone iraniano atinge casa de Netanyahu

    Tentativa de assassinato de Benjamin Netanyahu ocorreu três dias após a eliminação de um líder do Hamas por Israel Um ataque com drone que teve como alvo a residência privada do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Cesareia, foi reportado neste sábado (19), com suspeitas de que o grupo terrorista libanês Hezbollah tenha orquestrado a ação. Netanyahu e sua esposa, Sara, não estavam em casa no momento do incidente, e não foram registrados feridos. O ataque ocorre em um momento de intensificação do conflito entre Israel e o Hamas, 3 dias após a morte do proeminente líder do Hamas, Yahya Sinwar, em uma operação militar israelense. As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram que um drone lançado do Líbano atingiu uma estrutura próxima à residência de Netanyahu, acrescentando que o sistema de defesa aérea de Israel interceptou dois drones adicionais. O ataque, que aumentou as preocupações de uma escalada ao longo da fronteira norte de Israel, acionou sirenes de alerta em várias cidades do norte, incluindo Baía de Haifa, Kiryat Yam e Kiryat Atta. O exército iraniano emitiu uma declaração confirmando o envolvimento do Hezbollah no ataque, marcando uma escalada significativa nas hostilidades em curso entre Israel e forças apoiadas pelo Irã na região. O Hezbollah aumentou suas atividades ao longo da fronteira entre Israel e Líbano nas últimas semanas, coincidindo com as operações militares em andamento entre Israel e o Hamas. Em um discurso televisionado após o incidente, Netanyahu enfatizou a determinação de Israel em continuar suas operações militares contra o Hamas até que as hostilidades cessem. “Esta guerra pode acabar amanhã se o Hamas depuser as armas e devolver nossos reféns”, disse ele. Os comentários de Netanyahu vieram após a morte de Sinwar, uma importante figura do Hamas responsabilizada por orquestrar os ataques de 7 de outubro, que deixaram mais de 1.200 israelenses mortos. Netanyahu também destacou a situação dos reféns em Gaza, revelando que o Hamas está mantendo 101 reféns de 23 países diferentes. Ele reiterou o compromisso de Israel em garantir a libertação dos reféns, afirmando que o país tomaria todas as medidas necessárias para trazê-los de volta e perseguir os responsáveis pelos sequestros. O Hezbollah e o Irã reagiram fortemente à morte de Sinwar, com o Hezbollah ameaçando adotar uma postura mais agressiva em retaliação. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, saudou Sinwar como um mártir, prometendo que sua morte alimentaria uma resistência ainda maior contra Israel. A escalada da violência, especialmente com o envolvimento do Hezbollah, aumentou os temores de um conflito regional mais amplo, à medida que as tensões entre Israel, Líbano e Irã continuam a crescer. Em suas redes sociais, Benjamin Netanyahu se manifestou sobre o atentado à sua vida: "A tentativa do Hezbollah, representante do Irã, de assassinar a mim e a minha esposa hoje foi um grave erro. Isso não vai me deter, nem ao Estado de Israel, de continuar nossa guerra justa contra nossos inimigos, com o objetivo de garantir o nosso futuro. Digo ao Irã e aos seus representantes no eixo do mal: Qualquer um que tentar prejudicar os cidadãos de Israel pagará um preço alto. Continuaremos a eliminar os terroristas e aqueles que os enviam. Traremos nossos reféns de volta para casa, vindos de Gaza. E devolveremos nossos cidadãos que vivem na nossa fronteira norte em segurança para seus lares. Israel está determinado a alcançar todos os nossos objetivos de guerra e mudar a realidade de segurança em nossa região por gerações. Juntos, vamos lutar, e com a ajuda de Deus – juntos, venceremos." Resgate o jornalismo assinando a Revista Timeline, clique no botão abaixo

b-t.png

Revista Timeline

Busca

bottom of page